Apresentação do programa de concessões atrai investidores com mais de US$ 2 trilhões em ativos

Gigantes como a gestora GIP e o fundo soberano de Cingapura CIP estão entre os interlocutores que se reunirão com a delegação brasileira liderada pelo ministro Marcelo Sampaio em Nova Iorque

Apresentação do programa de concessões atrai investidores com mais de US$ 2 trilhões em ativos

Desde 2019, foram leiloados 83 ativos e contratados aproximadamente R$ 100 bilhões em investimentos privados para os quatro modais de transportes, que devem gerar cerca de 1,5 milhão de empregos no decorrer dos contratos. Foram 34 aeroportos, 34 terminais portuários arrendados, seis ferrovias – duas concessões novas, um investimento cruzado e três renovações antecipadas – e seis rodovias. Para 2022, estão previstos R$ 110 bilhões em investimentos contratados e o leilão de 44 ativos.

O maior programa de concessões do mundo será alvo das atenções de investidores globais com pelo menos US$ 2 trilhões em ativos, com atuação em mais de 50 países, durante toda esta semana. Entre esta segunda-feira (9) e a próxima sexta-feira (13), a delegação brasileira liderada pelo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio apresentará o portfólio que, somente para 2022, tem previsão de conceder 44 ativos e garantir R$ 110 bilhões em investimentos privados.

Por meio de reuniões individuais e de conferências com diversos representantes do setor, a delegação brasileira vai se reunir com cerca de 30 grupos diferentes. Entre os interlocutores estão os fundos de investimentos Macquire (AUS), Artisan Partner (FRA), Mubadala (Emirados Árabes Unidos), a gestora de ativos Jennison Associates (EUA) e a gestora Pátria, que atua na América Latina. Instituições bancárias de atuação mundial e corretoras de valores como UBS, Itaú BBA, Bank of Amercia, XP Investimentos também integram a extensa lista de investidores.

Neste período, a delegação brasileira estará engajada em dialogar com os parceiros para entender quais são os desafios para investir no Brasil e buscar soluções para tentar superá-los. Além disso, responder questionamentos de empresas interessadas a investir no Brasil em projetos como a sétima rodada de aeroportos, as próximas desestatizações portuárias e de sistemas rodoviários.

Encontros

Abrindo o primeiro dia de tratativas, Sampaio se reúne com o fundo soberano de Cingapura GIC, com a gestora de fundos nova-iorquina Global Infrastructure Partners (GIP), grandes investidores de mercado, e com a gestora de ativos BTG Pactual. De acordo com a equipe, há um aceno dos investidores no leilão das rodovias do Paraná, com mais de R$ 44 bilhões em investimentos previstos.

A desestatização do Porto de Santos também está entre os maiores destaques da carteira de projetos. Com previsão de investimentos na faixa dos R$ 16 bilhões durante a duração do contrato, o projeto deve atrair multinacionais do setor de logística e gestores de fundos de olho do setor portuário. Outros buscam oportunidades em ativos que sigam os preceitos ESG – sigla em inglês para ambiental, social e governança, pelo entendimento de que os padrões de sustentabilidade têm direcionado os fluxos financeiros – diretriz prioritária para todos os projetos do MInfra.

A sétima rodada dos leilões da aviação, que inclui o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é outra que chama a atenção dos grupos estrangeiros. Nos três blocos previstos para 2022, há ainda aeroportos de Minas Gerais e das regiões Norte e Centro-Oeste. O investimento total ultrapassa os R$ 7 bilhões.