Incendios assolaram a Europa este ano. E no futuro próximo serão muito mais devastadores

Castellnou, chefe do Grupo de Ações Florestais (GRAF) dos Bombeiros da Catalunha, afirma que a Europa, mais do que olhar para o Brasil, deveria tomar decisões sobre como fazer paisagens seguras para daqui a 20 anos.

Incendios assolaram a Europa este ano. E no futuro próximo serão muito mais devastadores
Foto ilustrativa by Michael Held on Unsplash

A Europa sempre teve incêndios terríveis, mas por questões absolutamente diversas de uma improvável manutenção do pseudo pulmão do mundo, resolveram dar pitaco onde não deviam.

Agora que passou a onda da tentativa infantil do Presidente francês, Emmanoel Macron, de solapar a soberania nacional brasileira, aterrorizando a Europa com histórias e imagens falsas sobre a nossa Amazônia e manchando a imagem do nosso país, vamos falar dos incêndios que assolaram a Europa nesse ano e os que poderão acontecer no futuro próximo.

Marc Castellnou é chefe do Grupo de Ações Florestais (GRAF) dos Bombeiros da Catalunha, há anos trabalha como especialista da União Europeia na luta contra o fogo e independente da crença pessoal no falso aquecimento global, faz considerações bem interessantes.

Castellnou, em entrevista ao El País, explicou que "os grandes incêndios ocorrem nas áreas de mudança do ecossistema: o limite central do Chile, a parte central de Portugal, o sul da Suécia e Noruega e a selva amazônica entre a selva pluvial e a selva seca... E não podemos esquecer que o Mediterrâneo é outra região de mudança".

Afirmou ainda que " a Europa e a América têm incêndios tão grandes como os da Amazônia, que custam muitas vidas com intensidade extrema...".

Photo by Tobias Seidl on Unsplash

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"A região centro-europeia tem verões cada vez mais longos e quentes com invernos moderados e úmidos, o que gera o coquetel perfeito para os grandes incêndios. Isso, que é um pouco o clima de Portugal, está se movendo para o centro da Europa e para a Costa Leste dos Estados Unidos, de modo que não podemos apontar ninguém. É um problema de todos. A Europa Central está ficando com um clima 'portugalizado' e o regime de grandes incêndios de Portugal ocorrerá nessa região. A Europa não tem consciência do problema que terá de lidar. A Espanha é um país com um centro vazio, estamos criando paisagens que queimam mais do que antes", complementou êle.

Ao ser questionado pelo El País se já não há regiões seguras, foi enfático: "a Groenlândia queimou por dois meses, me diga o que não pode queimar. Esses incêndios serão tão devastadores como na Amazônia e na Indonésia. Ocorrerão grandes incêndios na Floresta Negra alemã, os Pirineus podem queimar totalmente, o mesmo em toda a Escandinávia, nas grandes massas florestais das Rochosas e no Canadá. Não podemos apontar a América do Sul, a África e a Indonésia sem ver que em casa temos esses incêndios e que teremos incêndios tão devastadores como os que estamos vendo".

Perguntado sobre como combater e prevenir incendios de grandes proporções, afirmou que "a Europa, mais do que olhar para o Brasil, deveria tomar decisões sobre como fazer paisagens seguras para daqui a 20 anos. Não há capacidade para extinguir os grandes incêndios, é preciso gerir a paisagem. Os grandes incêndios estão chegando a áreas em que não são esperados. Deixaram de ser a exceção para começar a ser a regra".

Como sempre afirmamos, que cuidem de seus quintais. A Europa, além de seus gigantescos problemas sócio-culturais-econômicos tem seus próprios incêndios para combater. Está óbvio que não podem apontar o dedo sujo para o nosso País.